WMoney
Diego Camacho, fundador e CEO da WMoney, em entrevista sobre a trajetória da plataforma de investimentos P2P
Diego Camacho, fundador e CEO da WMoney: da porta fechada nos bancos à plataforma de crédito P2P.
Wealth Money

Conheça quem faz a Wealth Money: entrevista com o CEO, Diego Camacho

Diego Camacho é o fundador e CEO da WMoney. Estatístico formado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), com MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela FGV, ele criou a plataforma em 2019 depois de viver, na pele, o problema que decidiu resolver: a dificuldade de conseguir crédito nos bancos tradicionais. Nesta entrevista da série Conheça quem faz a WMoneyVer artigos sobre #Conheça quem faz a Wealth Money, Diego conta a origem da empresa, os desafios do início, como a plataforma trata o risco e o que vem pela frente. Conheça também a diretoria executiva completa.

Como você começou sua carreira e o que o levou a fundar a WMoney?

"Minha trajetória começou lá atrás, em 2013, quando eu estava tentando levantar fundos para começar uma empresa de análise estatística de dados educacionais. Naquela época, bati na porta de vários bancos, mas ninguém quis me dar crédito. Foi bem frustrante. Quem acabou me ajudando foram algumas pessoas físicas, investidores que acreditaram no meu potencial e na minha ideia. Foi aí que caiu a ficha: existe uma lacuna gigante no mercado para quem precisa de investimento, mas não consegue acessar os canais tradicionais."

"Quando o Banco Central regulamentou o empréstimo entre pessoas, eu não tive dúvidas. Decidi criar uma plataforma que conectasse pessoas que precisam de dinheiro com aquelas que têm dinheiro para investir. Assim, em 2019, nasceu a Wealth Money."

Quais foram os maiores desafios no início da WMoney?

"Olha, o começo foi bem desafiador. Primeiro, que decidi lançar a primeira versão da plataforma quando estávamos passando pela pandemia. Apesar de não saber como seria o futuro, eu sabia que, quando essa situação passasse, nossa economia estaria em frangalhos e pessoas e empresas precisariam de toda a ajuda possível."

"Além dessa, tivemos que enfrentar a desconfiança das pessoas. Muita gente olhava torto para os investimentos P2PVer artigos sobre #p2p lending, achando que era arriscado demais ou até ilegal. Então, tivemos que construir essa confiança do zero. Outro desafio foi desenvolver uma tecnologia que assegurasse a segurança e a transparência de todas as transações — a gente sabia que, sem isso, não íamos longe. E, claro, teve também o trabalho de educar o mercado sobre os benefícios dos investimentos P2P. No Brasil, isso ainda era muito novo, e convencer as pessoas a dar uma chance para esse modelo levou um tempo."

Houve um momento em que você percebeu que a WMoney estava no caminho certo?

"Essa percepção acontece várias vezes, especialmente quando vejo o feedback dos investidores. Sempre que nossa equipe está em atendimento e os investidores pedem detalhes sobre novas oportunidades ou perguntam com interesse sobre as empresas disponíveis, eu sinto que estamos fazendo a coisa certa. Eles não estão só investindo — estão querendo saber mais, participar mais."

"E do lado das empresas financiadas, ver que elas conseguem crescer de maneira sólida, sem ficar presas a juros que sufocam o negócio, me mostra que nosso trabalho está dando resultado. Isso me dá a confiança necessária para seguir em frente e continuar inovando."

Como a WMoney lida com os riscos dos investimentos P2P?

"A gestão de risco é um ponto central para a gente. Sabemos que investir em P2P envolve riscos maiores do que os de outros produtos de renda fixa — mas, por outro lado, os retornos também podem ser mais altos. O que fazemos para mitigar esses riscos é ser extremamente criteriosos na análise das empresas que entram na plataforma. Nossa equipe vai fundo, analisando tudo, desde a saúde financeira até o potencial de crescimento."

"Buscamos também oferecer oportunidades que têm garantias para os investidores, como as antecipações de recebíveis de vendas feitas através de cartões de crédito, ou imóveis. Além disso, sempre incentivamos os investidores a diversificarem, porque assim, se um projeto não der certo, as perdas são menores. E estamos sempre atualizando nossas ferramentas de tecnologia para melhorar a previsão e a gestão desses riscos."

Para conhecer o processo em detalhe, veja como a WMoney avalia as empresas antes de cada operação.

Quais são os próximos passos e planos de crescimento da WMoney?

"Estamos bem animados com o que vem pela frente. Um dos nossos focos agora é expandir nossa oferta de produtos, trazendo valor para FIDCs, adquirentes e, em especial, subadquirentes — sempre integrando novas tecnologias para tornar tudo ainda mais transparente e seguro."

"E, claro, vamos seguir investindo em educação financeira, porque quanto mais informados os investidores estiverem, mais seguros e satisfeitos eles vão se sentir com nossa plataforma. A meta é clara: queremos ser a principal referência em investimentos P2P na América Latina nos próximos anos."

Perguntas frequentes

Quem é o fundador da WMoney?

Diego Camacho, estatístico formado pela UNESP com MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela FGV. Ele fundou a WMoney em 2019 e atua como CEO da empresa. Saiba mais em conheça a WMoney.

O investimento P2P é regulamentado no Brasil?

Sim. O empréstimo entre pessoas por meio de plataformas eletrônicas foi regulamentado pelo Banco Central pela Resolução 4.656/2018, que criou a figura da Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), norma substituída pela Resolução CMN 5.177/2024 em 1º de janeiro de 2025. Foi essa regulamentação que abriu caminho para plataformas como a WMoney.

Quem mais faz parte da liderança da WMoney?

A série de entrevistas "Conheça quem faz a WMoney" apresenta os demais executivos: o CTO Rodrigo Batista, o CFO Renato Pires e o COO Leandro Silva. A página de diretoria executiva reúne a liderança completa.

Este conteúdo é informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento. Investimentos P2P envolvem riscos, incluindo a possibilidade de inadimplência das empresas tomadoras, e não contam com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Rentabilidades variam por operação e não são garantidas. Avalie seu perfil e seus objetivos antes de investir.
Jéssica Rua

Escrito por

Jéssica Rua

Ver mais sobre o autor

Tem dúvidas?

Entre em contato com nosso time de especialistas.

Fale Conosco